Entrevistei Andrea Escolástico
de Souza, professora do 5º ano do Ensino Fundamental na EMEF Espiridiom Rosas
sobre sua metodologia de ensino, embasadas nas teorias pedagógicas de Piaget e
Skinner por exemplo e os ganhos que ela e seus alunos tem a partir disto.
Enquanto
professora Andrea, diz procurar sempre manter uma relação cordial com os
alunos, pautada em diálogo e debates, quando necessário; tudo é comunicado e
discutido coletivamente.
Antes de iniciar um
conteúdo, a mesma procura conversar , explicando o porquê de se aprender tal
conteúdo; as regras de convivência em sala e propriamente na escola, são
elaboradas pelos alunos num momento coletivo; quando há algum comportamento ou
situação que extrapola o aceitável e que acarreta em prejuízo para o grupo, realiza-se
uma chamada “mesa redonda”, em que é apresentado o problema e levantam-se
alternativas para que seja solucionado; exceção para os casos que devem ser
tratados individualmente.
Todas as mudanças e
sugestões são bem-vindas e aproveitadas na medida do possível.
Dando espaço para
todos e sendo ouvida é a melhor possibilidade da realização de um trabalho de
qualidade, embora atualmente haja certa dificuldade em aplicar esse tipo de
ação, por conta do pouco tempo para debates e discussões coletivas (currículo
muito extenso) e também por falta de comprometimento e imaturidade dos alunos,
que nem sempre estão preparados para essas discussões.
Pedagogicamente
falando Andrea acredita que não possa afirmar seguir determinada visão
pedagógica em detrimento a outra, há uma mescla de posicionamentos a ser
adotado, levando-se em conta o tipo de aluno e a quantidade, o conteúdo que
será aplicado, o conhecimento prévio que o aluno traz consigo, enfim, uma série
de fatores são determinantes na hora de se escolher este ou aquele método.
A educadora
acredita que cada visão pedagógica apresenta aspectos positivos, como também
negativos e cabe ao professor fazer a avaliação aplicar o que lhe convém em seu
universo particular, o da sala de aula.
Ela procura
utilizar vários apontamentos dos especialistas, com relação aos conhecimentos
pedagógicos: visa adequar o conhecimento a realidade do aluno, adequando o
conteúdo de acordo com o nível de aprendizagem em que o aluno se encontra
(Piaget); procura reforçar positivamente as ações eficazes dos alunos,
realizando a contagem do destaque do mês e colocando um quadro para ser
apreciado por todos e assim valorizando as posturas e atitudes – o aluno ganha
um “presentinho”, por exemplo um jogo pedagógico (Skinner); realiza atividades
que permitam a interação entre os alunos, quer seja através de duplas, grupos
ou mesmo agrupamentos produtivos – por similaridade de etapa de escrita; Andrea
acredita que para que o aluno se aproprie do conhecimento é preciso que ele
tenha uma boa assimilação para então acomodar o que foi aprendido (Vigotsky) e
por aí afora; em alguns momentos, ela percebe a necessidade de um registro mais
formatado, ou seja, um registro mais formal do conteúdo e, então, faz-se a
necessidade de recorrer aos métodos mais tradicionais.
Na verdade, na
prática, costuma-se dizer que este ou aquele método é muito bonito, eficiente,
mas, na prática do dia-a-dia, deve-se avaliar em que medida podem auxiliar os
educadores e serem adequados a nossa realidade; os métodos que conhecemos, em
sua grande maioria foi desenvolvido em escolas com poucos alunos, de outros
países e com uma cultura bastante diferenciada da nossa.
Por fim, cabe ao
professor, adequar a sua prática pedagógica ao momento em que vive, a cultura
que o cerca, o tipo de aluno com o qual vai desenvolver seu trabalho, sem nunca
deixar de lado a necessidade de se formar alunos aptos a exercerem seus
direitos e deveres enquanto cidadãos, afinal essa é a finalidade da
educação.
Como já fora mencionado anteriormente, a “metodologia” de ensino e aprendizagem
de Andrea Escolástico é bastante variada, não há um único método a ser
utilizado, o que vai fazer com que se escolha um ou outro posicionamento, diz
respeito ao conteúdo a ser abordado, ao momento da aprendizagem, aos fatores
externos, enfim, uma série de interferências que faz com que ela opte por
aquele ou o outro método.
Há uma gama de situações que podem e devem ser utilizadas em sala de aula:
aulas expositivas, estudo de meio, análise de imagens, entrevistas, debates,
exercícios de resolução individual e coletiva, teatro, seminários, entre
outras.
Na prática da entrevistada em sala de
aula, na hora de planejar a atividade, esta procura antecipar eventuais
interferências dos alunos e assim, escolher qual a metodologia que melhor
convém.
Aos alunos que apresentam maiores
dificuldades na assimilação dos conteúdos, ela organiza duplas produtivas para
que um auxilie o outro e oferece atividades paralelas para serem realizadas em
casa, após prévia explanação.
Sobre avaliação A professora diz ser fundamental tanto para se apropriar do
conhecimento do aluno quanto para o mestre verificar a eficácia do seu
“método”.
A avaliação deve ser frequente e deve funcionar como parâmetro para a
reestruturação de práticas ineficientes.
Há diferentes formas de se avaliar: verificação dos registros escritos dos
alunos, avaliação da participação oral, do envolvimento, da postura do aluno,
das avaliações estruturadas, do comprometimento, observação e registro de
vivências, entre outros.
A avaliação deve ainda ser rotina escolar e não deve ser realizada
esporadicamente, deve ser frequente e diária e deve incluir um
repensar/reflexão da prática do professor.
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